Aprendi quando ela ainda estava na barriga. ELA. O meu novo mundo de descobertas.
Cada movimento, cada pontapé, cada soluço fazia-me, cada vez mais, ter a certeza que ela já era demasiado minha, tão minha quanto Eu dela. Conhecê-la, poder tocar-lhe e sentir o seu cheiro era um acontecimento cada vez mais próximo de acontecer, e a ansiedade era cada vez maior.
Na verdade, acho que tinha medo de tudo, até do próprio medo. Já fazia planos de como seria o parto, antevia cenários (uns bons, outros não tão bons assim). Eu estava à espera dela.
Nesse dia, acordei estranha. Sentia-me sonolenta, cansada, com dores de costas, mimalha... Ela estava calma. Não sabia nada além do que lia nos livros, nos artigos, do que aprendi na faculdade e do que fui perguntando. Estava sozinha em casa e, do nada, senti uma dor forte no fundo das costas. Senti-me molhada e, quando olhei para o chão, tive a certeza que chegara a hora. Avisei o papá dela e chamei o meu papá (inevitável...). Fui para a maternidade. E foi aí que algumas das questões que habitavam a minha cabeça começaram a ficar respondidas. As dores, as contrações, o medo, a ansiedade, a vontade de me mexer, o suor a escorrer por tudo quanto era pele. Quando tinha tempo pra pensar e as dores davam tréguas, na minha cabeça pairava uma só dúvida "Então isto é assim?!".
Não demorou muito (felizmente!). Entrei na sala de partos e pouco tempo depois ouvi-a chorar. Tinha-a no meu peito e era a coisa mais linda que eu já havia visto. Ela era Minha, tão minha. Nesse momento esqueci as horríveis dores. Permiti-me senti-la, apenas. E vi respondida a minha última questão: O que era ser Mãe!
Ali, nasceu a Alícia, um pai e uma mãe.
Todas as horas seguintes foram de descoberta, mas principalmente de partilha e de contemplação. O primeiro abrir de olhos, o primeiro aperto de dedo, o primeiro olhar, a primeira mamada, o primeiro trocar de fralda.
Era Ela. A nossa menina. O nosso amor. O nosso mundo. A nossa família. A razão das noites mal dormidas e da pouca paciência... É a verdade, a vida, o amor. É ela. A Prova!... De que nada foi em vão!
Era Ela. A nossa menina. O nosso amor. O nosso mundo. A nossa família. A razão das noites mal dormidas e da pouca paciência... É a verdade, a vida, o amor. É ela. A Prova!... De que nada foi em vão!
Amor, sempre. 💖
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