O que fazemos ao amor quando não lhe podemos tocar?
Quando não temos forma de materializar tudo aquilo que nos invade a alma? Quando não temos o beijo, o abraço, aquele toque tão característico? Aquele que é, sem dúvida, o veículo que nos ajuda a fazer os outros perceberem que gostamos deles, que nos são queridos e que os queremos ali, bem perto de nós.
Queremos tocar, porque sentimos, porque o SENTIR e o SER são o combustível da alma.
E é, precisamente aí, que gosto de tocar em cada um, em cada pedacinho de ser que amo.
Sentir o amor em nós é um ato de muita responsabilidade. É muito especial quando amamos alguém... Quando alguém nos dá a capacidade para voar (mesmo sem asas), para ser (mesmo sem ter), para sonhar, para ter e conquistar.
Não gosto de pensar no amor como uma luta, mas como uma construção diária. Todos os dias temos as coisas boas, os sorrisos, as brincadeiras.... mas também temos os dias maus, o mau humor, a palavra mal dita, o silêncio ensurdecedor. E é nesta construção diária que tocamos no outro.
Quando lhe despertamos os demónios e, mesmo assim, continuámos a querer estar ali. Quando percebemos que aqueles demónios fazem parte daquele ser e que o amámos por inteiro. Na verdade, há demónios que se vão quando ficam despidos porque já não se fazem sentido.
Não, não é fácil. Mas vale a pena... Vale a pena cuidar do amor. Porque é ele que nos traz paz, segurança e felicidade.
Ele, é aquela rocha no meio do mar bravio que conseguimos avistar ao longe, é aquela ponta de luz brilhante na noite mais escura que conhecemos. Ele não é a distância, é a ponte. Não é a dificuldade, mas sim a lição. Não é a chuva que nos molha, mas a água que nos lava a alma. Ele é o amor. E é o amor que move. que sempre me moveu e que, consequentemente, me deu as maiores lições. Ele é o cuidar, o querer estar, ser, permanecer. É o respeitar.
É definitivamente aquilo que fica, quando tudo se vai embora. Porque Ele, nunca se vai. Ele é o que importa, o que fica e o que nos dá.
Porque Ele, SOMOS nós.
Porque é dele que somos feitos. Encontrem-se nEle, todos os dias.
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