Sabes que me apetece falar de ti mas só me ocorrem malcriadices ou ordinarices? Talvez é por isso que gosto assim tanto de ti. Identifico-me. Nessa loucura. Nesse "vai lá e faz". Não me dás medo, por muito repentino e inconstante que sejas. Sei lá, encontro-me nessa falta de óleo que tem os teus pistões. Primo, é bom saber que estás aí. Não te vou agradecer nada, porque faria igual, ou mais ainda, por ti. No entanto, mesmo sem um obrigada, agradeço-te. Não pelo que fazes, mas como o fazes . Esse jeitinho tão característico. Tão doido, tão inesperado... mas tão excitante. Consegues concentrar em ti demasiados papéis. És primo, irmão mais velho, pai, aquele que me lixa a cabeça, aquele que se agarra à porta quando estou ao volante, aquele cromo que quer ser e fazer tudo (reconheço isto de alguém). O protetor. O babado. O Playboy. O avariado. Aquele que me gaba e, pela primeira vez, acredito e sinto-me especial. Deve ser por isso que nos damos tão bem. Conseguimos comuni...
always believe in magic