Avançar para o conteúdo principal

O mais importante, vivo (contigo).

Sabes que me apetece falar de ti mas só me ocorrem malcriadices ou ordinarices? Talvez é por isso que gosto assim tanto de ti. Identifico-me. Nessa loucura. Nesse "vai lá e faz". Não me dás medo, por muito repentino e inconstante que sejas. Sei lá, encontro-me nessa falta de óleo que tem os teus pistões. 
Primo, é bom saber que estás aí. Não te vou agradecer nada, porque faria igual, ou mais  ainda, por ti. No entanto, mesmo sem um obrigada, agradeço-te. Não pelo que fazes, mas como o fazes. Esse jeitinho tão característico. Tão doido, tão inesperado... mas tão excitante. Consegues concentrar em ti demasiados papéis. És primo, irmão mais velho, pai, aquele que me lixa a cabeça, aquele que se agarra à porta quando estou ao volante, aquele cromo que quer ser e fazer tudo (reconheço isto de alguém). O protetor. O babado. O Playboy. O avariado. Aquele que me gaba e, pela primeira vez, acredito e sinto-me especial. Deve ser por isso que nos damos tão bem. Conseguimos comunicar com gestos, com olhares, com silêncios. És de verdade e nem sabes o quanto gosto disso. És de verdade desde a forma como falas, até ao momento em que demonstras o medo que te dou. 
Isso é o que mais te assusta em mim: ser tão igual a ti. Tão sangue fresco, coração na boca, apanhada do clima. Este nosso jeito. É com ele que vamos construindo uma relação que dá vontade de dizer que é de anos, mas que não o é.
Dás, porque recebes. Fazes, porque tens retorno. Deixas, porque te dou pica. 
Sabes, foste das melhores pessoas que a vida me trouxe. Entendes-me na loucura. Naquilo em que, normalmente,  me apontam o dedo ou me proíbem. És o meu parceiro no crime. És aquele que corre ou anda... mas seja onde for, é comigo.
Orgulhas-me, maluco, sabes?
Consegues arrancar o melhor de mim, de uma forma tão simples e tão genuína.
És humilde... E isso é o que te faz ir longe e eu gostar assim de ti! 
Que a vida se lembre que há almas que se encontram, por uma razão e, nunca, por acaso. És a minha coisa boa, talvez das únicas. Não te vou dizer mais nada pois todos os sorrisos, gargalhadas, lágrimas, viagens, olhares cúmplices, abraços partilhados daqui em diante falarão por si. Prometi não te agradecer, não foi?! Então olha, (como gosto de desobedecer e de ser uma bitch), obrigada.

P.S. Gosto de ti, não muito, mas de verdade. ❤

Mensagens populares deste blogue

SER(mos) AMOR

O que fazemos ao amor quando não lhe podemos tocar?  Quando não temos forma de materializar tudo aquilo que nos invade a alma? Quando não temos o beijo, o abraço, aquele toque tão característico? Aquele que é, sem dúvida, o veículo que nos ajuda a fazer os outros perceberem que gostamos deles, que nos são queridos e que os queremos ali, bem perto de nós. Queremos tocar, porque sentimos, porque o SENTIR e o SER são o combustível da alma.  E é, precisamente aí, que gosto de tocar em cada um,  em cada pedacinho de ser que amo.  Sentir o amor em nós é um ato de muita responsabilidade. É muito especial quando amamos alguém... Quando alguém nos dá a capacidade para voar (mesmo sem asas), para ser (mesmo sem ter), para sonhar, para ter e conquistar. Não gosto de pensar no amor como uma luta, mas como uma construção diária. Todos os dias temos as coisas boas, os sorrisos, as brincadeiras.... mas também temos os dias maus, o mau humor, a palavra mal dita, o...

Sentir (te) Mãe

Aprendi quando ela ainda estava na barriga. ELA. O meu novo mundo de descobertas. Cada movimento, cada pontapé, cada soluço fazia-me, cada vez mais, ter a certeza que ela já era demasiado minha, tão minha quanto Eu dela. Conhecê-la, poder tocar-lhe e sentir o seu cheiro era um acontecimento cada vez mais próximo de acontecer, e a ansiedade era cada vez maior.  Na verdade, acho que tinha medo de tudo, até do próprio medo. Já fazia planos de como seria o parto, antevia cenários (uns bons, outros não tão bons assim). Eu estava à espera dela. Nesse dia, acordei estranha. Sentia-me sonolenta, cansada, com dores de costas, mimalha... Ela estava calma. Não sabia nada além do que lia nos livros, nos artigos, do que aprendi na faculdade e do que fui perguntando. Estava sozinha em casa e, do nada, senti uma dor forte no fundo das costas. Senti-me molhada e, quando olhei para o chão, tive a certeza que chegara a hora. Avisei o papá dela e chamei o meu papá (inevitável...). Fui para a m...

avô.

Avô. Tu, foste tu que nos ensinaste a ser assim. Foste tu que, de uma forma ou outra estiveste sempre lá. Do teu jeito, resmungão.  Avô, queria poder dizer-te Obrigada .  Pela fantástico legado que me deixaste. Por nunca me teres deixado sozinha. Por estares lá, incondicionalmente. Por seres Pai, Avô e Amigo. Por nos brindares com as fantásticas viagens no kit, as tuas discussões do "eu tenho razão", a tua forma de remodelar coisas estragadas. Ensinaste-me que nada é lixo. Tudo, de alguma forma, pode ser concertado. Não só as coisas, como os sentimentos. Para tudo, há uma solução, embora muitas vezes não seja aquela mais fácil de ver ou a que estamos mais habituados a usar. A tua persistência em ser exactamente desse jeito deu-me a capacidade para ver mais além. Transmitiste-me que o essencial é ser humilde ...  Não importa o que somos, o que temos, quem somos ou o que aspiramos na vida, temos que ser humildes. Porque é a humildade que nos lev...