ás vezes pergunto-me até que ponto somos capazes de ultrapassar o nosso orgulho, para criar um sorriso, para fazer a diferença no dia de outra pessoa? até que ponto o nosso orgulho nos barra a passagem, nos venda os olhos e nos faz recalcar o que (há muito) devia ser ultrapassado?
acho mesmo que o cerne da questão está aqui: Até que ponto somos capazes de admitir que somos orgulhosos, e que é com o orgulho que justificamos alguns dos actos de que não suportamos ser culpabilizados.
É espantosa a sensação da liberdade. Aquela que nos invade quando nos deixamos de orgulhos infindáveis e agimos justo com o coração.
Têm vindo os dias em que sou capaz de admitir que sou orgulhosa, e que por ser orgulhosa, tenho consciência de que perco. Perco, não só tempo, como outras oportunidades de sorrir, de ser feliz e fazer os outros felizes. Como sentimento que é, o orgulho tem o seu lado colorido e o seu lado sem cor. A forma como o colorimos, é a forma como nos identificamos com ele. Tanto é bom, como é mau tal como nós também somos e tudo o que nos rodeia perfaz.
(e ainda bem que assim é...)

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