Avançar para o conteúdo principal

orgulho?


ás vezes pergunto-me até que ponto  somos capazes de ultrapassar o nosso orgulho, para criar um sorriso, para fazer a diferença no dia de outra pessoa? até que ponto  o nosso orgulho nos barra a passagem, nos venda os olhos e nos faz recalcar o que (há muito) devia ser ultrapassado?
acho mesmo que o cerne da questão está aqui: Até que ponto somos capazes de admitir que somos orgulhosos, e que é com o orgulho que justificamos alguns dos actos de que não suportamos ser culpabilizados.
É espantosa a sensação da liberdade. Aquela que nos invade quando nos deixamos de orgulhos infindáveis e agimos justo com o coração. 
Têm vindo os dias em que sou capaz de admitir que sou orgulhosa, e que por ser orgulhosa, tenho consciência de que perco. Perco, não só tempo, como outras oportunidades de sorrir, de ser feliz e fazer os outros felizes. Como sentimento que é, o orgulho tem o seu lado colorido e o seu lado sem cor. A forma como o colorimos, é a forma como nos identificamos com ele. Tanto é bom, como é mau tal como nós também somos e tudo o que nos rodeia perfaz. 
(e ainda bem que assim é...)


Comentários

Mensagens populares deste blogue

SER(mos) AMOR

O que fazemos ao amor quando não lhe podemos tocar?  Quando não temos forma de materializar tudo aquilo que nos invade a alma? Quando não temos o beijo, o abraço, aquele toque tão característico? Aquele que é, sem dúvida, o veículo que nos ajuda a fazer os outros perceberem que gostamos deles, que nos são queridos e que os queremos ali, bem perto de nós. Queremos tocar, porque sentimos, porque o SENTIR e o SER são o combustível da alma.  E é, precisamente aí, que gosto de tocar em cada um,  em cada pedacinho de ser que amo.  Sentir o amor em nós é um ato de muita responsabilidade. É muito especial quando amamos alguém... Quando alguém nos dá a capacidade para voar (mesmo sem asas), para ser (mesmo sem ter), para sonhar, para ter e conquistar. Não gosto de pensar no amor como uma luta, mas como uma construção diária. Todos os dias temos as coisas boas, os sorrisos, as brincadeiras.... mas também temos os dias maus, o mau humor, a palavra mal dita, o...

Sentir (te) Mãe

Aprendi quando ela ainda estava na barriga. ELA. O meu novo mundo de descobertas. Cada movimento, cada pontapé, cada soluço fazia-me, cada vez mais, ter a certeza que ela já era demasiado minha, tão minha quanto Eu dela. Conhecê-la, poder tocar-lhe e sentir o seu cheiro era um acontecimento cada vez mais próximo de acontecer, e a ansiedade era cada vez maior.  Na verdade, acho que tinha medo de tudo, até do próprio medo. Já fazia planos de como seria o parto, antevia cenários (uns bons, outros não tão bons assim). Eu estava à espera dela. Nesse dia, acordei estranha. Sentia-me sonolenta, cansada, com dores de costas, mimalha... Ela estava calma. Não sabia nada além do que lia nos livros, nos artigos, do que aprendi na faculdade e do que fui perguntando. Estava sozinha em casa e, do nada, senti uma dor forte no fundo das costas. Senti-me molhada e, quando olhei para o chão, tive a certeza que chegara a hora. Avisei o papá dela e chamei o meu papá (inevitável...). Fui para a m...

avô.

Avô. Tu, foste tu que nos ensinaste a ser assim. Foste tu que, de uma forma ou outra estiveste sempre lá. Do teu jeito, resmungão.  Avô, queria poder dizer-te Obrigada .  Pela fantástico legado que me deixaste. Por nunca me teres deixado sozinha. Por estares lá, incondicionalmente. Por seres Pai, Avô e Amigo. Por nos brindares com as fantásticas viagens no kit, as tuas discussões do "eu tenho razão", a tua forma de remodelar coisas estragadas. Ensinaste-me que nada é lixo. Tudo, de alguma forma, pode ser concertado. Não só as coisas, como os sentimentos. Para tudo, há uma solução, embora muitas vezes não seja aquela mais fácil de ver ou a que estamos mais habituados a usar. A tua persistência em ser exactamente desse jeito deu-me a capacidade para ver mais além. Transmitiste-me que o essencial é ser humilde ...  Não importa o que somos, o que temos, quem somos ou o que aspiramos na vida, temos que ser humildes. Porque é a humildade que nos lev...