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meteorologia da vida.

Acho que já quis acreditar que a vida fosse feita de acasos, de coincidências, de momentos, de detalhes. e é. Não importa o tamanho, são estas as coisas que nos preenchem... é como se a vida fosse uma casa. há uma janela ou uma porta, por muito pequena que seja, não importa o tamanho, vai estar sempre aberta, porque até num dia de agreste tempestade, vai saber bem aquela leve brisa... e as coisas vão continuar a ser só isso, coisas, nomes, categorias... mas é a leve brisa que nos faz renascer, descobrir e procurar, porque quem procura também aprende. Os dias de tempestade são bons para isso, aprender. Aprender, principalmente, que a revolta faz parte da natureza, que é normal acordar com o cabelo uma bagunça, que vale a pena virarmo-nos do avesso, que é correto fazer o errado.
o errado é sermos arrumados só porque é bonito. o errado é procurar o que já encontramos e hoje não vemos. o errado é fazer o correto só porque é bonito. o errado é ser-se outro, porque ser-se o mesmo é chato e incomoda. o certo é incomodar, fazer pirraça, ser um verdadeiro furacão e um ponto de paz.
o certo é sentir a leve brisa, que entra pela mais pequenina janela da nossa casa.

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