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e daí?... vem cá.

qual é a sensação de viver atracado á solidão? A uma liberdade pseudónima onde a solidão é aquela que mais companhia te faz? Ás vezes, as palavras não dizem muito. Outras vezes quem fala são os silêncios... E quantas conversas cabem num silêncio?

Quantos sorrisos perdes por te afastares? Há um mundo de oportunidades em cada um de nós... Há uma vida á espera, mas a solidão? A solidão está sempre lá. Para te deixar sozinho quando estás doente, quando precisas de mimo, de uma palavra diferente, de um abraço... ou até de um olhar. Há olhares brilhantes que dizem amo-te bem melhor que as palavras ou as letras escritas entre corações, a tinta vermelha. Não sei, gosto de ti. Mais do que deveria, mais do que poderia, talvez. Mas as regras existem para ser quebradas. Quem obedece? Porquê obedecer? Porque não fazer as nossas regras?
Ainda há pouco falava de solidão, e agora estou aqui sozinha... meia acompanhada, com metade de ti... talvez até com uma parte de ti que eu própria criei... e gosto. Gosto e gosto de novo. Se cada um tem a sua história, também posso inventar as personagens e mudá-las de lugar quando achar que merecem outro final... sim, porque todas as histórias tem um fim.
O dia lá fora está cinzento, tal como eu. 

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