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Porquê? 


Porque o que guardo, é o mais puro que habita em mim. Tal como o que sinto por ti. O porquê de seres TU, e não ser mais ninguém... Porque nenhum deles és tu. Desculpa, mas pra ti não tenho definição. Porque é essa tua forma especial de ser que faz a diferença no meu mundo. É esse sorriso, diferente dos outros; É o teu olhar, ou a forma como me olhas; são os teus lábios, ou a maneira como me beijas; é a tua voz, ou a maneira como me falas; é a tua calma, ou a forma como me dás paz; é o teu colo, a tua forma suave de me tocar... mas, principalmente, foi a persistência. Foi a forma como sempre lutaste por mim. Foram os teus olhos. Foste tu, e, por muito mais que queira acrescentar... Foste sempre tu, desde a primeira vez. Foste. Sempre. Tu... Foste tu desde o momento em que me pintaste a cara com batom. Foste tu desde a nossa primeira viagem. Foste tu quando descobrimos paixões em comum. Foste tu na primeira birra, na primeira vez que quiseste dizer "gosto muito de ti" e não tiveste coragem. Foste tu quando te dava na cabeça por seres um louco na estrada. um louco com jeito pá coisa, mas não deixas de ser louco por isso. Foram os picanços, as cócegas, as borboletas no estômago. Foste tu. No primeiro ataque de choro, nos momentos de desespero. Nas longas noites sem sono, sem paciência. Foste tu, nos planos. Planos de vida. Planos que tinham a força suficiente para se concretizar. Foi contigo que eu fiz, e quis fazer, planos. Pela primeira vez... porque não havia mais ninguém que eu quisesse ter ao meu lado.Não havia mais ninguém que eu sabia que ia continuar ao meu lado mesmo quando eu perdesse a razão, mesmo quando eu fosse injusta, mesmo quando eu estivesse distante, mesmo que eu não merecesse. Tu querias tanto ou mais que eu... mas eu só não tinha como te mostrar. Não tinha como te  mostrar o quanto sempre te quis. Desde a primeira vez em que deixei ir. E tu... voltaste. Porquê? Não sei. Talvez a mesma razão que fez com que ficasses tanto tempo dentro de mim, tanto tempo dentro de um lugar que era teu. Tanto tempo sem ouvir a tua gargalhada, sem aturar as tuas parvoíces, sem sentir aquela sensação esquesita que eu tinha sempre que me olhavas frente a frente. Eu fugi. Por medo. Não te dei mais, por medo. Fugi porque tive medo que fugisses de mim. Mas... Foste sempre tu, não foi mais ninguém, nem será. 

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