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foste, és só e desculpa.

Sabes o que sinto quando te olho nos olhos?
És um furacão em dias calmos e calma em dias de tempestade. Bem ao contrário de mim. E é, particularmente disso que falo quando digo que és especial. É isso que te torna tão único, mesmo que seja só aos meus olhos. Aquele, que quando se tem ao lado, não se acredita que existe. Consegues deixar-me em paz, com um só abraço. 
Sinto a tua falta, sabias? Sinto falta desses olhos sobre mim, dessa expressão de desdém ou de aprovação. Do teu colo mas, principalmente, de cuidar de ti, de partilhar contigo as particularidades do meu dia. Das SMS ao acordar e antes de deitar. Das risadas. Das loucuras. Do azul desses olhos e da profundidade até onde eles me levam... Nunca senti medo por mergulhar tão fundo, sabias? 
És uma parte de mim, sempre foste. Queria dizer-te que, em cada vez que vais embora, apetece-me que fiques. Peço-te mais uns momentos, quando na verdade quero que fiques o resto da vida. 
Não tenho noção do quanto gosto de ti, porque sempre cresce, mesmo quando quero que diminua. É sempre mais o quanto te quero, o quanto te admiro, o quanto me dá a certeza que os meus planos de vida te incluem.. E logo eu, que nunca incluí nada na minha vida que não passasse por mim.
Tu és diferente. És quase intransponível, indecifrável... mas não te quero decifrar porque, não te quero concluir. Gosto que tenhas sempre mais um pormenor que eu possa descobrir. Tens algo que eu gosto, e muito. 
Percebi que, para juntares os meus pedaços, não te importaste de ir ficando tu partido. Sempre pensaste mais em mim do que em ti, porque ganhavas o dia se eu tivesse um sorriso no rosto. Sempre me protegeste. Sempre viste o perigo mesmo antes de eu o considerar como tal. 
Desculpa! Se os meus olhos nunca te levaram onde mereces e tens lugar cativo. Desculpa se te excluí quando mais queria que fizesses parte. Desculpa se não estive lá pra ti, tantas quantas vezes precisavas. Desculpa se não fui capaz de perceber que, apesar de permaneceres em silêncio, gritavas por dentro. Desculpa se nem sempre vi que vias no meu abraço um porto de abrigo e, por egoísmo, não to dei. Desculpa se não fui perfeita o suficiente para que sentisses que este era o teu lugar, a tua casa. Desculpa se te assustei, se nunca disse que significas o mundo para mim... Desculpa, se estraguei os sonhos que depositavas em mim.
Não são os planos que juntos fizemos que me fazem querer-te. Não é a necessidade que me faz amar-te. És tu. Tu e a certeza do quanto conseguimos crescer e construir, juntos. É o facto de seres Tu. Não é o corpo, é a alma. É esse teu coração. Esse teu olhar. Essa tua forma de ser. Tu. Só isso, ou tanto disso.
Nada te satisfaz completamente, queres sempre mais... admiro-te tanto, já te disse? És, sem dúvida alguma, lindo. Não por aquilo que mostras ao mundo, principalmente, por aquilo que ninguém vê. Eu gosto de ver. Gosto de mergulhar em ti, e, se pudesse, era lá que ficava, dentro de ti.
Vás onde fores, estejas onde estiveres e seja eu o que for e onde for, lembra-te que sempre foste mais do que aquilo que esperei. Lembra-te que sempre será no teu coração que me sinto em casa. 
Lembra-te que, antes de dar errado, deu certo. Antes de correr a lágrima, rolou o sorriso. Mas o amor? Lembra-te que esse esteve sempre lá. Porque amar vai muito além de partilhar momentos, vai além de querer ser e fazer alguém feliz. É uma construção constante. Uma construção que até é simples, porque o amor esse também é simples. Os complicados somos nós. 
Nunca te prometi que seria perfeito, que nenhum de nós falharia e que não haveria vontade de desistir várias vezes. Mas, um dia, ouvi da tua boca que aquilo que é difícil de conquistar, é melhor de viver. e que  não é nas boas estradas, que se fazem os bons caminhantes, lembra-te disso. Prometi amar-te incondicionalmente, e cumpro. Lembra-te disso, também. 

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